BLOG DOS POETAS ALMADENSES

«A poesia é o espelho da cultura de cada país e nela se reflectem os estados de alma, anseios e aspirações... tudo o que diz respeito ao mais íntimo das pessoas, dos povos e da humanidade... que seja dita e cantada, que sirva para conectar para além do espaço das ideologias e dos sistemas, porque A POESIA É, FUNDAMENTALMENTE, UM ESPAÇO DE LIBERDADE.»

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

O Amor é...

(Namorando na Relva, Jardim de Belém - Lisboa. Fotografia de Ermelinda Toscano)

Hoje é DIA DOS NAMORADOS. Por isso aqui vos deixamos uma colectânea de quadras coligidas por Joaquim Sarmento:
Aqui tens o meu coração
E as chaves para o abrir;
Não tenho mais que te dar,
Nem tu mais que me pedir.
Poesia Popular
***

Vai alta a nuvem que passa
Vai alto o meu pensamento
Que é escravo da tua graça
Como a nuvem é do vento.
Fernando Pessoa
***

Nas ondas do teu cabelo
Vou-me deitar a afogar:
É para que saibas amor,
Que há ondas sem ser no mar.
Poesia Popular
***

Meu coração a bater
Parece estar-me a lembrar
Que, se um dia te esquecer,
Será por ele parar.

Fernando Pessoa
***

Se as saudades tivessem
As penas que dizem ter:
A todo o instante eu voava,
Meu amor para te ver.

Poesia Popular
***

Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que arde e não se sente;
É um descontentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Luís de Camões
***

Os olhos do meu amor
São duas azeitoninhas;
Fechados são dois botões,
Abertos duas rosinhas.
Poesia Popular
***

Vossos olhos, senhora, que competem
Com Sol em formosura e claridade,
Enchem os meus com tal suavidade.
Que em lágrimas de vê-los se derretem.
Luís de Camões
***

Não te encostes à parreira
Que pode cair no chão;
Encosta-te ao meu amor,
Do lado do coração.

Poesia Popular
***

Eu quero amar perdidamente!
Amar só por amar. Aqui … Além…
Mais este e aquele, o outro e a toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Florbela Espanca
***
E terminamos com esta definição poética de Amor, escrita por uma criança há quase meio século:
Amor é um pássaro verde
Num campo azul
No alto da madrugada.

Vítor Moreira, 9 anos (1959)
in, A Criança e a Vida, de Maria Rosa Colaço

4 Comments:

  • At 3:48 da tarde, Blogger 100smog lda. said…

    ...ai as fotos tiradas as escondidas lol!!! palavras muito bonitas!

     
  • At 10:51 da tarde, Blogger legivel said…

    ... porque gostava de assistir (e uma vez que resido em Almada) gostaria que me confirmasse a data de 24 de Fevereiro para a "2ª poesia vadia" deste ano. E já agora, a que horas se inicia.

    Obrigado e óptima semana!

     
  • At 11:36 da tarde, Blogger Poetas Almadenses said…

    100smog lda: Obrigada pela visita. É verdade, foram tiradas sem pré aviso... Mas o lugar é público. E diz lá que não ilustra, na perfeição, o dia em causa?

     
  • At 11:41 da tarde, Blogger Poetas Almadenses said…

    Legível: a 2.ª Poesia Vadia de 2007 é no dia 24 de Fevereiro, o último sábado do mês. A não ser que aconteça algum imprevisto, as sessões de Poesia Vadia são sempre nesse dia (o último sábado de cada mês). Podes colocar na tua agenda.
    Quanto às horas, é sempre a partir das 17h que o pessoal começa a chegar e, depois, pode ser logo ou meia hora depois que os poetas arrancam... depende do ambiente e da vontade de libertar os poemas que estão no coração de cada um...
    Cá te esperamos... e podes trazer um amigo (ou vários, se assim quiseres).

     

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