BLOG DOS POETAS ALMADENSES

«A poesia é o espelho da cultura de cada país e nela se reflectem os estados de alma, anseios e aspirações... tudo o que diz respeito ao mais íntimo das pessoas, dos povos e da humanidade... que seja dita e cantada, que sirva para conectar para além do espaço das ideologias e dos sistemas, porque A POESIA É, FUNDAMENTALMENTE, UM ESPAÇO DE LIBERDADE.»

domingo, outubro 18, 2009

E lá se comeu a poesia toda...

No passado sábado fomos “comer poesia”… e a surpresa agradou às várias dezenas de pessoas que resolveram aparecer.
Cheias de curiosidade, quinze minutos antes já faziam fila esperando… e era vê-los e tentando cruzar o olhar através da porta fechada para ver se descobriam o mistério.
Assim que a porta se abriu, deram de caras com a mesa dos ingredientes: a nossa receita poética que misturava palavras e sabores, letras e paladares… e duas pequenas ofertas:
Um marcador de livros com o poema da Natália Correia «A Defesa do Poeta», cujos dois últimos versos foram o motor inspirador da sessão em causa;
Um pequeno caderno de culinária «Canela & Companhia. Doces com imaginação», da autoria de Ermelinda Toscano e Sofia Barão.
A completar o cenário tínhamos uma pequena mostra de vários livros de poesia disponíveis na Biblioteca Municipal Romeu Correia e uma apresentação das obras editadas pelos Poetas Almadenses.
E, na sala principal, com as mesas dispostas ao estilo de café concerto, tínhamos ao fundo a mesa com a rainha da tarde: a poesia para comer. Vários doces, seis no total, confeccionados pela nossa poetisa Gertrudes Novais («Doces da Mimi», Rua da Liberdade, n.º 20A, Almada – 212767447) tendo por base os poemas sorteados de António Alberto (A ponte), António Boieiro (Sentir o toque do mar imenso), Humberto Santos (Poema), Isidoro Augusto (sem título), Maria Gertrudes Novais (Melodia) e o poema Palavras no Café (de Nogueira Pardal), dedicado ao grupo de poetas que se começou a reunir num café, em Cacilhas, no último sábado de cada mês, em Março de 2003.

Entretanto, a gerente da Casa de Chá e Restaurante «Chá & Guloseimas» (Praça da Liberdade, Galeria Comercial – 1.º piso, 212743782), que se associou à nossa iniciativa (Poetas Almadenses e CMA), ofereceu o chá quente para acompanhar a degustação da poesia que seria feita na segunda parte.

Armando Correia, Director da Biblioteca Municipal Romeu Correia, abriu a sessão e Ermelinda Toscano, em nome dos Poetas Almadenses, explicou como iria decorrer a tarde.

Os primeiros 45 minutos foram ao estilo “poesia vadia” com os poetas presentes a declamarem os poemas que haviam trazido para partilhar com os amigos, havendo a destacar a presença de muitos autores que apareceram pela primeira vez.

Para surpresa de todos, a Ana Magalhães trouxe um amigo, o Toni, com a sua viola, que a acompanhou enquanto declamava e ainda nos brindou com uma canção. Ofereceu uma tarte de maçã e um jarro de sangria.

Depois, seguiu-se a leitura dos poemas a comer e a Gertrudes explicou como foi o processo criativo de escolha dos ingredientes por associação à mensagem de cada poema.

Eunice Figueiredo, técnica superior da Biblioteca e a responsável pela organização do evento em parceria com Ermelinda Toscano, encerrou esta parte explicando como nascera a ideia de fazer esta sessão.

Entretanto, cada um dos presentes tirou à sorte dois poemas da “cesta da poesia” e dirigiu-se à mesa para levantar os respectivos sabores. E foi um corrupio de gente entusiasmada a querer provar os poemas que lhe coubera.

A música de fundo convidava à descontracção. A alegria sentia-se no ar.

E a tarde assim foi terminando, num são convívio. Conversas trocadas, risos de satisfação, versos soltos entre as mesas, garfadas de sabor que convidavam à repetição havendo quem pedisse mais dois, até quatro poemas, para degustá-los a todos…

Nas paredes os quadros da exposição «Três olhares a mesma paixão pela cor», uma organização da SCALA em colaboração com a CMA, captou, também, o interesse de todos os presentes.


E aqui fica a fotoreportagem completa com quase cem imagens:




Nota final:
Queremos deixar aqui expresso, publicamente, o nosso sincero agradecimento à CMA, ao Director da Biblioteca e a todo o pessoal que colaborou nesta iniciativa, com particular destaque para Eunice Figueiredo, aos poetas presentes (muito em especial a Alexandre Castanheira, Nogueira Pardal, Ana Magalhães, Amélia, Manuel Delgado, Santos Zoio, Ofélia, Teresa David e Gertrudes Novais, além de outros que não se apresentaram e, por isso, não podemos citar os seus nomes mas cuja participação ficou registada nas imagens), à loja Doces da Mimi, ao Restaurante Chá & Guloseimas, ao Toni e a todos os que vieram ouvir-nos.