BLOG DOS POETAS ALMADENSES

«A poesia é o espelho da cultura de cada país e nela se reflectem os estados de alma, anseios e aspirações... tudo o que diz respeito ao mais íntimo das pessoas, dos povos e da humanidade... que seja dita e cantada, que sirva para conectar para além do espaço das ideologias e dos sistemas, porque A POESIA É, FUNDAMENTALMENTE, UM ESPAÇO DE LIBERDADE.»

sábado, abril 24, 2010

Dia 26, na Alma Alentejana, no Laranjeiro - 15h. Poesia D'Abril e não só!

Os "Poetas Almadenses" foram convidados pela ALMA ALENTEJANA para estar presentes no seu Centro de Dia do Laranjeiro, no próximo dia 26 de Abril (2.ª feira), pelas 15h.
Em nossa representação irão estar os associados Francisco Bernardes-Silva e José Nogueira Pardal que irão dizer POESIA D'ABRIL E NÃO SÓ!...

E aqui fica um poema de Nogueira Pardal publicado no caderno da colecção Index-Poesis Alma D'Abril (2009):


UM TELEFONEMA E UM CRAVO


Em memória do Hélder Raposo
que me ligou às 5 e 30 do dia 25 de Abril


Cansado da vida e da dor, dormia
o sono atormentado dos que lutavam,
dos que vencendo o medo acreditavam
que a liberdade pouco tardaria.

Tocou o telefone, não era dia.
Porquê a meio da noite lhe ligavam?
Porquê em sobressalto o acordavam?
Pegou no telefone e alguém dizia:

Alentejano amigo, vem depressa,
a liberdade já não é uma promessa
o futuro é já hoje meu irmão.

Não sabe o que depois aconteceu,
sabe que no meio da tropa se perdeu
a chorar e a cantar, cravo na mão.

2 Comments:

  • At 8:37 da tarde, Blogger Poemas de amor e dor said…

    Gostaria de estar presente.
    Deixo um poema que irei publicar amanhã LIBERDADE

    LIBERDADE
    Rogério Martins Simões

    Quando as manhãs, as tardes,
    e as noites escondiam,
    desesperados esperámos,
    não chegavas,
    e de ti nada sabíamos...

    Foram tão longas as noites
    do tamanho dos dias,
    que nos esquecemos do sol
    na esperança que vinhas.

    Foi por ti que chamámos,
    e de luto, lutando, morreríamos.
    Foi por ti que gritaram,
    aos que antes da morte
    a morte pediram...

    E depois de tanto tempo,
    em que o tempo silenciado
    e o desanimo quase vencia,
    tu vieste de novo,
    com mais idade,
    aos olhos do dia.

    Nossos olhos abertos
    quase cegos ficaram,
    quando as portas cerradas
    e os cimentos caíram...

    Era tarde e tardaste
    quando finalmente chegaste
    na mais linda primavera
    que me recordo que vira...
    É por ti que de felicidade
    te chamo sem ira...

    LIBERDADE!

    Lisboa, 02-03-2010 17:48:32

    Dedicado a José Carlos Ary dos Santos

    Poemas de amor e dor
    http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt

     
  • At 12:12 da tarde, Blogger Joaquim said…

    Aqui está o meu amigo José Pardal que além de me ter ensinado muita coisa !!! Também me ensinou a patinar !!! Cumprimentos

     

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